O sucesso não aconteceu de um dia para o outro. Todos os dias acorda às 7.30 e vai para o hotel onde é chefe de sala do restaurante. Além das especialidades servidas no Villa Batalha, a parte favorita da refeição do barista de 31 anos é o café. É ao aroma, à espuma, à temperatura e à cor que Rui dedica a maior parte do tempo. Formado em Hotelaria, nasceu em Coimbra e viveu em Pombal até se mudar para Leiria, onde começou a trabalhar no hotel Eurosol. A hotelaria "começou com a vontade grande de oferecer o que há de melhor aos clientes. Então apareceu o café. É uma questão de tratar com carinho uma coisa que é tão comum mas sobre a qual as pessoas sabem muito pouco".
Segredos de um bom café? Não sabe. Rui Gomes só faz o melhor de todos. Começa pelo equipamento: máquina adequada, moinho sempre limpo. Os lotes de café, Arábica - mais leve, produzido a grande altitude, com aromas florais, mais ácido e com menos cafeína - ou Robusta - com mais corpo, mais cafeína e sabor pronunciado na boca, além de um aroma "mais a campo e a terra" - não só fazem parte das experiências diárias do barista como são a matéria-prima da sua tarefa favorita: experimentar harmonizações. Chocolate, licores como a ginja ou a amarula africana, pimenta: tudo é válido quando se trata de criar novas combinações. Sempre com o café como base. "O céu é o limite", garante. Por isso, depois das 18 horas, Rui sai do hotel e segue para o laboratório que criou em casa e onde experimenta e dá a provar as invenções. "Juntam-se família e amigos e todos provam." Nos testes, só a filha de 3 anos fica de fora. "Sempre fui apaixonado por café e dedico-lhe entre 30 e 40 horas por semana."




Rui já investiu milhares de euros em formação, entre cursos, workshops e conferências
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